Dia europeu sem carros, ya!

Pois… é com um pois que começo o meu artigo. Assim que soube, dois dias a anteceder o acontecimento, tinha eu uma bicicleta de corrente partida, levei-a à BikeZone de Odivelas para reparação e afinação. Nunca tinha ido a Lisboa de bicicleta. Estava curisoso e com vontade de participar numa iniciativa chamada “dia europeu sem carros”. Era sexta-feira, perto da hora do almoço, quando fui buscar a bicicleta à BikeZone. Já tinha perdido a manhã e o tempo nem estava grande coisa, parecia que ia chover.
Parti de casa com a minha irmã, descemos de bicicleta até ao metro de Odivelas, só para poupar os músculos e os pulmões a subir a calçada de carriche e saímos no Campo Grande. Assim, apanhámos a ciclovia até Entre-Campos, passámos pela Associação de Estudantes do ISCTE e seguimos até à Baixa.
Dois dias antes, tinha ouvido no noticiário (já não sei de que canal) que a Avenida da Liberdade iria estar fechada ao trânsito (e suspeitei que a Baixa também). Pois é… pois… pois……… Dia Europeu Sem Carros uma grandessíssima “propaganda”! Vi no máximo seis ciclistas. Carros eram tantos, que nem os contei! Como fui com a minha irmã, o lugar mais seguro para circular era o passeio desde Entre-Campos até � Baixa, procurando respeitar ao máximo os peões que circulavam nos diminutos passeios que nós invadimos. O trânsito automóvel era o típico de uma sexta-feira � tarde em Lisboa: o caos!
Na Baixa, dirigi-me a um agente da PSP a perguntar se não existia uma zona onde o tráfego automóvel tivesse sido cortado por ser o dia que era. Nada tinha sido feito. A conversa foi breve. O agente fervia por dentro enquanto criticava o governo… e com certa razão: “Isto é um governo que só funciona para inglês ver! Só funciona para a fotografia!”
Foi nesse momento, que retirei a máquina fotográfica da mochila e num acto quase mágico pressionei o gatilho na tentativa de pôr todo o país a funcionar…
Não surtiu qualquer efeito. Será que 4 Megapixels não chegam?
Update: Ainda não surtiu qualquer efeito.


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